Prazer ao ar livre

De cara e motor novos, o roadster Mercedes-Benz SLK oferece uma incomparável satisfação ao dirigir

Por Heymar Lopes Nunes
Fotos de Heymar Lopes Nunes e divulgação

Pouco antes de completar quatro anos de seu lançamento, o SLK da Mercedes-Benz passa pela primeira reestilização. Sucesso em vários países, o modelo ganhou aparência mais esportiva, nova opção de motorização e mais segurança com a adoção do ESP (programa eletrônico de estabilidade) e airbags laterais como equipamentos de série.

Externamente, a atual linha SLK se destaca pelo novo pára-choque dianteiro que traz o spoiler integrado, grade do radiador redesenhada e agora pintada da cor do carro (em vez de cromada) e minissaias laterais pouco mais largas. Para completar, as lanternas traseiras receberam lentes diferenciadas e a ponteira do cano de escapamento é de aço inox. Pisca-piscas laterais foram incorporados à carcaça dos retrovisores externos, no mesmo estilo inovador já apresentado pelos modelos das linhas S,SL e CL da fábrica alemã.

Por dentro o SLK recebeu painel com instrumentos maiores, novo grafismo e contornos de aço escovado, para ressaltar ainda mais as características esportivas do modelo. Detalhes de acabamento, como os do console central e laterais de portas, que antes só estavam disponíveis em fibra de carbono, agora podem ser de alumínio trabalhado ou mesmo de madeira.

Há cinco combinações de cores para a forração de bancos e portas, conforme o material escolhido - couro ou tecido. Os bancos têm regulagem elétrica e a coluna de direção pode ser ajustada em profundidade ou altura.


Interior todo forrado de couro traz acabamento impecável e vários equipamentos de conforto e conveniência de série

Conforto para dois
Apesar de seus pouco mais de quatro metros de comprimento, no SLK o espaço interno é mínimo: cabem apenas motorista e um passageiro. Bem acomodados, é verdade, mas não sobra lugar nem mesmo para colocar uma bolsa de viagem atrás dos bancos. Vale lembrar que ele é um modelo unicamente para dois ocupantes. Para compensar, o luxo e o requinte são de fazer inveja, como o detalhe do recolhimento da capota.

De acionamento eletroidráulico, a abertura ou fechamento do teto do SLK é um verdadeiro show à parte pela precisão dos movimentos e facilidade de uso. Em cerca de 20 segundos a operação de abertura (ou fechamento) se completa, deixando a capota totalmente recolhida e guardada dentro do porta-malas, transformando o modelo de cupê em um roadster de verdade, inclusive com os protetores de cabeça em evidência.

Turbo ou compressor

Sempre que se pensa em aumentar o desempenho de um motor, logo se fala em turbocompressor. Mas o turbo é apenas um meio de acionar um compressor volumétrico. É ele, o compressor, que tem a função de forçar a entrada de maior quantidade de ar (e carburante) para dentro dos cilindros, melhorando seu desempenho.

A diferença básica entre o turbo e o compressor volumétrico está apenas no modo de funcionamento e tempo de resposta de cada um. Enquanto o turbo é acionado pelos gases de escapamento, o compressor aproveita o próprio movimento do motor, por meio de correia, corrente ou engrenagem.

O turbo é sempre mais lento que o compressor por causa da inércia dos gases e também da própria turbina. Já o compressor tem a desvantagem da perda mecânica em sua ligação com o motor, principalmente em baixas e médias rotações.

Para minimizar esse problema, o Mercedes SLK utiliza uma polia com cubo eletromagnético, que desliga o compressor quando não é exigida força do motor, religando-o sempre que maior potência for exigida. As respostas são rápidas e sem os incômodos "trancos" provocados pelos motores turbo.

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